A inclusão sócio – educativa das crianças com necessidades especiais é ainda uma temática controversa, não no sentido filosófico de cariz universal, consagrada na Carta dos Direitos Humanos, mas sim nas suas práticas educativas, em que a criança e jovem com necessidades especiais encontram na inclusão o caminho para a exclusão.
No Colégio Bernardette Romeira a Inclusão é uma realidade transversal, alicerçada num Modelo de Intervenção Precoce (Pré-Escolar) e de práticas educativas inclusivas (Ensino Básico) orientadas para o currículo, por oposição a perspectivas centradas nas incapacidades ou nas dificuldades da criança.


A filosofia e prática inclusiva no colégio é o pêndulo regulador de uma ética colectiva, que representa um acto de natureza multidimensional, cultural, cientifica e de direito, que “respira” pela igualdade e diversidade dos direitos humanos na sua essência social e particular. Enquadra-se numa perspectiva sistémica, que enfatiza uma filosofia que se consubstancia na relevância das instituições de carácter sócio/educativo estabelecerem uma prática coerente e facilitadora que se fundamenta na sua própria essência – a inclusão de valores.


O CBR considera-se um factor protector na inclusão de crianças e famílias com NEE, com ênfase em aspectos fulcrais: envolvimento da família e comunidade, trabalho em equipa (transdisciplinar), promoção da qualidade dos contextos educativos e formação/supervisão técnico–pedagógicas adequadas.


A inclusão no Colégio Bernardette Romeira exige obrigatoriamente um sentido único, consubstanciado em valores, profissionalismo e trabalho e nunca encarado como um objectivo secundário. É um factor de desenvolvimento, que espelha o dinamismo e a capacidade de adaptação de um Colégio de cariz educacional e social, com responsabilidades perante a comunidade.